Porto Velho tem a 6ª taxa de roubo de celular no país, aponta Anuário de Segurança

A capital do Pará, Belém (1.487), tem o segundo lugar no ranking, que é  liderado por São Luís, capital do Maranhão, com taxa de 1.517 aparelhos roubados. O terceiro lugar fica para São Paulo, com 1.390,50.
Roubo de celular caiu em 26 Estados. Foto: Reprodução/Rede social.

A vigésima edição do Anuário da Segurança Pública aponta que o roubo de celular está regionalizado, e que as maiores taxas de roubo a cada cem mil habitantes estão concentradas em centros urbanos, em capitais, e regioes metropolitanas. No ranking dos vinte municípios com as maiores taxas de roubo no país em 2025,  catorze são capitais de Estados.

Porto Velho, capital de Rondônia, aparece na sexta posição, com o registro de 1.123, 20 aparelhos subtraídos.

A capital do Pará, Belém (1.487), tem o segundo lugar no ranking, que é  liderado por São Luís, capital do Maranhão, com taxa de 1.517 aparelhos roubados. O terceiro lugar fica para São Paulo, com 1.390,50.

Das vinte cidades do ranking, oito estão na Região Nordeste (São Luís, Salvador, Lauro de Freitas, Olinda, Teresina, Recife, Natal e Fortaleza), seis estão na Região Norte (Belém, Porto Velho, Manaus, Ananindeua, Marituba e Macapá) e seis pertencem à Região Sudeste (São Paulo,
Cariacica, Vitória, Belo Horizonte, Itapecerica da Serra e Rio de Janeiro).

Segundo os dados do Anuário da Segurança Pública, os roubos de celular tiveram uma redução de 18,6% no país em 2025, com exceção apenas do Estado do Rio de Janeiro, cujo crescimento foi de 19,4%.

Os especialistas que elaboram o documento consideram que é uma redução signfiicativa e, por isso, cabe uma investigação sobre razões para a diminuição do roubo de celulares. tUma primeira hipotese seria o risco envolvido na pratica desse crime. “O roubo exige contato direto entre o criminoso e a vítima, com uso de violência ou ameaça, o que aumenta significativamente a chance de o autor ser identificado ou preso. Há maior possibilidade de reação da vítima, intervenção de terceiros que estejam por perto, ação policial e registro por câmeras de segurança. Já o furto ocorre sem confronto direto. Em muitos casos, como em transportes públicos ou locais com grande circulação de pessoas, a vítima só percebe o crime depois que ele aconteceu. Isso reduz a exposição do autor e torna a ação menos arriscada,” diz o documento.

Eles concluem que no período analisado 2024-2025, o custo de cometer um roubo aumentou mais do que cometer um furto. “Esse aumento pode estar relacionado à expansão das câmeras de monitoramento, ao maior foco das polícias no combate a estes crimes e à adoção, pela população, de comportamentos que dificultam abordagens violentas em espaços públicos,” avaliam.

Uma outra hipótese é a de que o Celular Seguro, do Ministério da Justiça,possa ter reduzido sobretudo a rentabilidade do roubo, ao dificultar o acesso às contas e aos recursos financeiros das vítimas, enquanto seu impacto sobre o furto tende a ser menor, já que esse crime depende menos desse tipo de exploração e mais da comercialização do próprio aparelho.

Uma terceira hipótese está relacionada ao momento e ao local em que esses crimes costumam
acontecer. Os dados de 2025 mostram que 40,1% dos roubos ocorreram entre 18h e 23h,
especialmente entre 19h e 21h, ao passo que os furtos se diluem ao longo do dia e em espaços de movimentação, onde há grande circulação de pessoas, o que facilita a distração das vítimas e a identificação do autor.

Uma quarta hipótese é a possivel queda no valor de revenda dos celulares, algo que acontece na Austrália, local estudado pelos pesquisadores. Naquele país, caiu de 33% em 2002 para 11% em 2018 o roubo para revenda, segundo entrevista feita com pessoas que roubavam os aparelhos para comercializá-los.

“Isso ocorreu porque os aparelhos passaram a incorporar mecanismos de segurança que dificultam sua reutilização ou revenda após o bloqueio,” diz o documento.

“A hipótese é que esse processo também esteja ocorrendo no Brasil. À medida ue os celulares se tornam mais difíceis de desbloquear e revender, o retorno financeiro do crime diminui. Esta hipótese só poderia ser verificada a partir do compartilhamento de informações das polícias Civis, envolvidas nas investigações relativas a estes crimes. De todo modo, é sabido que grandes empresas como Apple e Samsung tem investido em mecanismos que dificultem a vida dos ladrões,” diz o Anuário.