Procuradora Gisele Bleggi, que atuou em Rondônia, registra denúncia de ameaça na PF

Bleggi, que recentemente foi alvo de preconceito e comentários maldosos por causa das roupas que usa, tatuagens e piercing, disse que não é a primeira vez que se torna alvo de ataques virtuais, e acredita que isso tem relação direta com sua atuação em defesa do meio ambiente.
Gisele foi alvo de ataques após aparecer em video publicado pelo prefeito de Propiá (SE). Foto: Reprodução/@lucianodemenininha.

A Polícia Federal recebeu, nesta quarta-feira, 12, representação criminal apresentada pelo advogado da procuradora da República Gisele Bleggi, na qual denuncia ameaças de morte via redes sociais, intimidações e manifestações consideradas ofensivas. Bleggi, que já atuou em Rondônia, tem trabalho destacado na área de proteção e defesa do meio ambiente, e agora desenvolve atividades na Procuradoria Federal de Sergipe.

Segundo a PF, foram relatadas  pela defesa diversas manifestações consideradas ofensivas contra a procuradora em redes sociais, especialmente em comentários relacionados a notícias publicadas em razão de sua atuação institucional no MPF/SE. Essa documentação foi apresentada juntamente com a representação.

Um inquerito policial deverá ser instalado apos a análise das informações apresentadas pela defesa, como captura de telas com mensagens, para apurar a materialidae dos fatos e identificação dos responsáveis que atacam a procuradora nas redes sociais.

Gisele Bleggi, que recentemente foi alvo de preconceito e comentários maldosos por causa das roupas que usa, tatuagens e piercing , disse que não é a primeira vez que se torna alvo de ataques virtuais, e acredita que isso tem relação direta com sua atividade institucional, especialmente na defesa do meio ambiente.

“É complicado porque já é a terceira vez que acontece, mas se engana quem acha que eu vou parar ou que não tenho psicológico para aguentar. Eu vou continuar cada vez com mais rigor, porque estou vendo que eles querem acabar com o meio ambiente. Vou continuar atuando e vou pedir apoio a uma força-tarefa para atuar com mais rigor e afinco”, disse a procuradora, segundo publicação no G1.

As ofensas e ameaças diretas de morte  começaram no dia 30 de julho, segundo a procuradora, após sua participação  em um evento na capital sergipana, onde discursou sobre meio ambiente. Os conteúdos das mensagens vão desde críticas às suas roupas e ao seu cabelo até ameaças diretas de morte.