Relator da CPI do Crime Organizado pede prorrogação dos trabalhos por 60 dias

Vieira diz que o colegiado precisa de mais tempo para uma investigação complexa como a do crime organizado, e relata que obteve "um volume monumental" de documentos recebidos a partir da investigação sobre atividades do Master que precisam de análise. 
Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira. Foto: Edilson Rodrigues.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, protocolou nesta segunda-feira, 6, pedido para prorrogar por mais 60 dias as atividades do colegiado, previstas para encerrar daqui a uma semana, em 14 de abril.

O documento tem a assinatura de 28 senadores, incluindo o presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), e vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Vieira argumenta, ao pedir mais prazo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que um prazo maior para os trabalhos é necessário para dar continuidade e aprofundar as investigações das fraudes envolvendo o Master, relatando ainda que o colegiado obteve “um volume monumental” de documentos recebidos a partir da investigação sobre atividades do banco.

Por exemplo, informações obtidas em arquivos decorrentes de quebras de sigilo, o que também “exige o cruzamento meticuloso de dados sensíveis e a realização de oitivas impreteríveis”.

“Ficou evidenciado que o crime organizado atua hoje com estruturas comparáveis a corporações transnacionais, dotadas de complexas redes de lavagem de capitais que se valem de brechas regulatórias e da cooptação de agentes públicos e privados nos mais altos níveis de poder”, diz o requerimento.

“Trata-se de um trabalho investigativo de elevada complexidade, que demanda tempo, rigor técnico e robustez probatória. O prazo original revelou-se materialmente insuficiente diante da magnitude dos fatos descobertos. A coleta adequada de provas e a análise detalhada, entre outros documentos, dos extensos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) exigem um período de trabalho que ultrapassa os limites inicialmente previstos”, afirma.

Assinaram o requerimento:

1- Alessandro Vieira (MDB/SE)

2- Flávio Arns (PSB/PR)

3- Esperidião Amin (PP/SC)

4- Jorge Kajuru (PSB/GO)

5- Fabiano Contarato (PT/ES)

6- Mara Gabrilli (PSD/SP)

7- Jaime Bagattoli (PL/RO)

8- Styvenson Valentim (PSDB/RN)

9- Sergio Petecão (PSD/AC)

10- Plínio Valério (PSDB/AM)

11- Wellington Fagundes (PL/MT)

12- Jayme Campos (UNIÃO/MT)

13- Vanderlan Cardoso (PSD/GO)

14- Hamilton Mourão (REPUBLICANOS/RS)

15- Wilder Morais (PL/GO)

16- Eduardo Girão (NOVO/CE)

17- Damares Alves (REPUBLICANOS/DF)

18- Luis Carlos Heinze (PP/RS)

19- Sergio Moro (UNIÃO/PR)

20- Paulo Paim (PT/RS)

21- Cleitinho (REPUBLICANOS/MG)

22- Astronauta Marcos Pontes (PL/SP)

23- Leila Barros (PDT/DF)

24- Confúcio Moura (MDB/RO)

25- Magno Malta (PL/ES)

26- Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)

27- Carlos Viana (PODEMOS/MG)

28- Lucas Barreto (PSD-AP)