O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), protocolou nesta terça-feira, 31, uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) que o acusaram de estupro de menor de 13 anos, há oito anos, sem provas.
Gaspar iniciava no sábado, 28 de março, a leitura do relatório final do colegiado, de mais de 4 mil páginas e que pedia o indiciamento de 218 pessoa, entre elas o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. Por causa da acusação, ele parou o trabalho e respondeu a Lindbergh, chamando-o de corrupto.
Em outra frente, o relator entrou com representação criminal na Procuradoria Geral da República (PGR). Gaspar diz ter sido vítima de calúnia, denunciação caluniosa e coação no curso do processo por parte dos congressistas.
Alfredo Gaspar também esteve na Polícia Federal onde apresentou representação “para apuração completa dos atos, e estou à disposição para qualquer meio de prova, inclusive DNA,” diz em vídeo publicado na conta da rede social X.
“Essa infâmia e essa forma vil de agir de Lindberg e Soraya terá repercussão forte na esfera jurídica; eu vou exigir a cassação de ambos. Agiram de forma criminosa,” disse Gaspar no vídeo.
Em mais uma frente, o deputado apresentou na Câmara pedido de suspensão cautelar dos mandatos não apenas dos dois acusadores mas também dos petistas Erika Kokai (DF) e Rogério Correia (MG), que publicaram em sua mídia social a denúncia sem provas de Lindbergh e Soraya. O PL irá protocolar no Senado Federal representação contra a senadora.
Os dois acusam Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8. Lindbergh e Soraya inclusive falaram à imprensa logo depois da acusação, mas não apresentaram provas. Soraya disse que havia prints de conversas de suposto preposto de Gaspar falando em oferta de dinheiro para familiar da moça, mas nenhum deles foi apresentado.
Gaspar nega e afirma que a acusação é uma represália promovida pelo PT contra ele, por conta de seu parecer em que pediu o indiciamento de Lulinha. O relatório não foi aprovado – foram 19 votos a 12.
Lindbergh disse ter entregado à PF novos indícios sobre o suposto crime. Ele não os compartilhou com a imprensa.