A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master complica a situação do ministro Alexandre de Moraes, também citado no relatório de quase 200 páginas da Polícia Federal entregue ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
Segundo a jornalista Malu Gaspar, que revelou com exclusividade em O Globo o contrato de R$ 129 milhões da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes com o banco Master, o ministro “trocava mensagens com o banqueiro e é citado diversas vezes em diálogos do celular do controlador o Master apreendido pela PF, inclusive em conversas sobre pagamentos” a sua mulher.
O contrato previa pagamento do valor em três anos, com parcelas mensais superiores a R$ 3 milhões, com clausula na qual se estabelecia atuação em órgãos públicos dos três poderes – Judiciário, Executivo e Legislativo.
“Até hoje, porém, não foram encontradas evidências de que ela de fato prestou serviços correspondentes a honorários tão vultosos. Nem Viviane e nem o ministro explicaram até hoje a que se refere o contrato,” diz Malu Gaspar.
Toffoli era um anteparo para Moraes e Moraes para Toffoli, envolvidos com o banqueiro de formas distintas, mas comprometedoras. Agora, com a relatoria de André Mendonça, talvez a chance de ficar livre de investigações diminua
O relator do golpe contra a democracia esteve inclusive na residência de Vorcaro, em uma espécie de bunker, para conversar e fumar charutos, também revelado pelo O Globo, informação nunca desmentida.
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