TRE suspende divulgação do Instituto Veritá em Rondônia

Decisão, em carater liminar, é desta terça-feira.19. Representação na justiça eleitoral contra a pesquisa é do PSD, partido do pre-candidato ao governo Adailton Fúria.
Sede da Justiça Eleitoral em Rondônia. Foto: Reprodução/Rede social.

Por decisão da juíza Letícia Botelho, relatora da representação apresentada pelo Partido Social Democrático (PSD), o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia suspendeu liminarmente, nesta terça-feira, 19, a divulgação da pesquisa eleitoral do Instituto Veritá Ltda., registrada sob o número RO-02673/2026, para intenções de voto aos cargos de governador e senador no Estado.

O PSD havia apontado supostas irregularidades no registro e na documentação da pesquisa, entre elas divergência no período de coleta, inconsistências metodológicas, falta de detalhamento territorial e inclusão de perguntas que para o partido seriam estranhas ao objeto declarado.

A relatora considerou como prinicpal questão a divergência entre as datas informadas no sistema PesqEle e aquelas constantes no relatório/questionário apresentado pelo próprio instituto. No registro oficial, a coleta teria sido realizada entre 4 e 8 de maio de 2026, com divulgação prevista para 11 de maio. No relatório anexado, porém, o período indicado é de 6 a 10 de maio.

Segundo a decisão da juiza, o período de realização da pesquisa é relevante para garantir transparência, publicidade, controle social e possibilidade de fiscalização por partidos, Ministério Público Eleitoral e Justiça Eleitoral.

A divergência documental constatada compromete, segundo a juíza, neste momento inicial, a segurança mínima necessária para a circulação dos resultados.

Outros pontos levantados pelo PSD ainda dependem de contraditório e esclarecimentos técnicos, como a metodologia utilizada, o fator de ponderação informado como “1”, o detalhamento territorial da coleta e a forma de financiamento da pesquisa.

Sobre comprovação de autofinanciamento da pesquisa questionado pelo PSD, a juiz diz que o autofinanciamento, por si só, não configura irregularidade, e que eventual suspeita de financiamento oculto exige elementos mais concretos.

O Instituto Veritá, com a liminar, fica proibido de manter a divultação, publicação, compartilhamento e impulsionamento da pesquisa,  além encaminhar para a imprensa ou manter acessíveis os resultados da pesquisa em canais oficiais, sites, redes sociais, aplicativos de mensagens ou outras plataformas digitais sob seu controle até que haja uma outra deliberação da Justiça Eleitoral.

A empresa também deve retirar em 24 horas o conteúdo da pesquisa de canais oficiais do instituto, caso isso tenha sido feito.  O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil.

O pré-candidato do PSD ao governo de Rondônia disse no Instagran que a pesquisa é manipulada, tendenciosa e que não se ganha eleição desse jeito. “Esse tipo de enganação em Rondônia não vai acontecer não,” diz Adailton Fúria, informando sobre a decisao liminar dada pela jusitça eleitoral.