Vorcaro se irritou com cobranças de aporte no Tayayá, diz jornal

Em conversas com o cunhado, Fabiano Zettel, o empresário teria cobrado repasses para o resort com participação da família Toffoli, relatou o Estado de São Paulo.
Dias Toffoli, ministro do STF. Foto: Carlos Moura.

O Estado de São Paulo revelou neste sábado, 14, com exclusividade que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se irritou em conversas com um interlocutor de cobranças que recebeu para fazer pagamentos relacionados  à compra do resort Tayayá, empreendimento do qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli admitiu em nota ser sócio por meio da empresa Maridt.

O jornal teve acesso a diálogos contidos no celular de Vorcaro, acessados pela Polícia Federal apos dias de trabalho pra romper a criptografia. Segundo informações publicadas pelo Estado de São Paulo os repasses não seriam de R$ 20 milhões, mas R$ 35 milhões.

O interlocutor de Vorcaro seria seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, que segundo a PF atuava como seu operador financeiro e pelas conversas era o responsável por organizar os pagamentos. Em maio de 2024, Vorcaro perguntou a Zettel, por mensagem de WhatsApp, qual era a situação dos repasses. “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu o banqueiro. O cunhado respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.

Em agosto de 2024, novamente o assunto volta à carga, com Vorcaro relatando ao cunhado  cobranças de pagamentos. “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”, perguntou o banqueiro. Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa, diz a reportagem do Estado de São Paulo.
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