O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), reagendou para a próxima terça-feira, 3, o depoimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A defesa dele pediu para adiar o depoimento que seria nesta terça-feira,24.
Vorcaro, munido de decisão do agora relator do caso Master e também das fraudes do INSS, ministro André Mendonça, que faculta a ele comparecimento ou não, resolveu não prestigiar a CPMI do INSS que havia agendado sua oitiva para segunda-feira, 23. Ele, na condição de investigado já pela Polícia Federal, não é obrigado a comparecer.
Vorcaro se nega a dar qualquer esclarecimento que seja para a operação de consignados para aposentados e pensionistas feita pelo seu banco, liquidado em 18 de novembro, mas cogita ir para a Comissão de Assuntos Econômicos, segundo revela a imprensa.
O INSS fez um levantamento e aponta que mais de 250 mil documentos (contratos) não tem validade por falta de documentação, estimando-se que sejam mais de 70% do total, e por isso acabou por suspender os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados pelo Master com a autarquia de previdência social.
Outros dados relevantes e que requerem investigação, o que parece distante dado o envolvimento dos governos petistas da Bahia, são as informações do INSS de acelerado crescimento do benefício consignado associado ao Banco Master, distribuído sob a bandeira Credcesta, do Estado da Bahia, gestão de Rui Costa.
De acordo com registros consolidados pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), o número de contratos saiu de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024 —alta superior a 2.500% em 2 anos.