Governo recorre à soberania, diz que combate o PCC e chama familia Bolsonaro de traidores

Nota do governo brasileiro diz que Flávio Bolsonaro e família são "traidores" e sugere seu envolvimento no crime organizado.
Lula chama o secretário de Estado dos EUA de "tal Marco Rubio." Foto: Reprodução/@Lulaoficial.

A presidência da Republica divulgou nota, por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), para demonstrar insatisafação com a decisão sem aviso previo, por parte do Departamento de Estado dos Estados Unidos, de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas, medida que valerá para efeitos de atuação do governo americano a partir do dia 5 de junho.

Na nota, elaborada com reunião pilotada pela Casa Civil ainda em andaamento, o governo diz que o Brasil é uma nação soberana que tem “travado combate permanente contra o PCC e Comando Vermelho e demais facções e milicias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias.”

Indiretamente, ao dizer que a “segurança da população é importante demais para ser manipulada por traidores,” o governo Lula atriui ao pré-candidato Flávio Bolsonaro – que pediu a classificação ao governo Donald Trump – aliados e a sua familia essa qualificação, chamando-os ainda de “falsos patriotas”, sugerindo ainda que estão “envolvidos com o crime organizado”.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso País”, disse o comunicado da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Ja em manifestação pública, em Sergipe, o presidente Lula chamou o secretário de Estado norte-americano de “um tal Marco Rubio,” e disse que “Joaquim Silverio dos Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato à presidência da República que vai aos Estados Unidos pedir a intervenção no Brasil.”

Nota Planalto sobre PCC e CV