Parceiras de Lula, deputadas pedem investigação contra Flávio por “interferência externa na eleição”

Rogério Marinho, senador do PL e coordenador-geral da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, disse que a representação é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político.
Trump com Flávio, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro. Foto: Facebook Eduardo Bolsonaro.

Um grupo de deputadas do PSOL e da Rede, por iniciativa de Fernanda Melchionna (PSOL-RS), apresentou à Procuradoria-Geral da República  (PGR) uma representação para investigar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por possível atentado à soberania nacional.

No documento, segundo publicação de Melchionna na rede social X, é solicitada a abertura de inquérito pela Polícia Federal e “apuração de possível interferência externa no processo eleitoral brasileiro.”

Na representação é citada a agenda de Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump no dia 26, quando fez a defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho(CV) como organizações terroristas, medida que era cogitada pelo governo norte-americano há meses.

No dia seguinte, o senador se reuniu com o secretário Marco Rubio, do Departamento de Estado, e um dia depois foi anunciada pelo governo Trump a classificação das facções criminosas do Brasil como terroristas.

Os deputados acreditam que a decisão possibilita a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, e como a organização do combate ao narcotráfico passaria para a órbita das forças armadas americanas, se abriria a possibilidade jurídica de intervenção militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo do Brasil.

“O caso levanta um debate sério sobre soberania nacional, respeito às instituições e os limites da atuação de agentes políticos brasileiros no exterior. Quando interesses estrangeiros entram em cena, a transparência e a apuração dos fatos são indispensáveis,” diz a deputada na publicação.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), em nota pública publicada também na rede social X, disse que a “representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político,” e diz ser  “inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo.”

“Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção,” diz ainda o senador, que também é  coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

Assinam a representação, além de Fernanda Melchionna, as deputadas Samia Bomfim (PSOL-SP); Duda Salabert (PSOL-MG);  Luiza Erundina (PSOL-SP),Luizianne Lins (Rede-CE);  Heloísa Helena (Rede-RJ)  e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).