A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 22, para pedir a anulação da operação da Polícia Federal, realizada há quatro dias, que fez buscas e apreensão em endereços ligados ao parlamentar, à exceção de seu gabinete no Senado.
A defesa diz que “erros graves” comprometem a operação. O argumento é de que Jaques não teria atuado em favorecimento do Master no Congresso Nacional.
Na autorização do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, para a operação, há evidências dessa atuação, por exemplo no contato de telefone feito pelo empresário Augusto Lima posterior mensagem, com envio de link de medida legislativa a favor do Master, para o senador.
A Polícia Federal lista a atuação em torno da Medida Provisória que aumentou limite de crédito consignado para a maior parte dos assalaridaods; aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão e ainda controle para a operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasilia.
“O senador se posicionou contra a ‘Emenda Master’. Todos esses posicionamentos e atuações do senador Jaques Wagner são públicos. O próprio relator da proposta, senador Plínio Valério [PSDB-AM], reforçou em nota jamais ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do assunto”, diz a defesa, referindo-se à emenda que aumentava o limite do FGC, proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), também investigado no caso Master. A emenda foi proposta à PEC 65, que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central. O relator não incluiu a emenda em seu relatório.