Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) passam a ter monitoramento da qualidade do ar pelo sistema do MMA

Unidade de monitoramento instalada. Foto: MMA.

As capitais de Porto Velho, em Rondônia, e Rio Branco, no Acre, passam a contar com estações de monitoramento do ar, cujos dados a ser produzidos passam a integrar o sistema MonitorAr, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que  disponibiliza informações sobre a qualidade do ar em diversas regiões do país, incluindo a Amazônia.

A plataforma apresenta o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), conforme os critérios estabelecidos pela Resolução Conama nº 506/2024. A informação sobre as novas unidades foi divulgada nesta terça-feira, 30, pelo MMA. 

As estações monitoram material particulado fino (MP2,5). Com mais estas duas cidades, o Brasil passa a contar com cobertura de monitoramento em todas as regiões do país. As novas unidades, segundo o MMA,  fortalecem a produção de dados ambientais, o monitoramento da poluição atmosférica e as ações voltadas à proteção da saúde da população e ao enfrentamento da mudança do clima no bioma. 

Aberto à população em geral, o MonitorAr permite acompanhar as condições da qualidade do ar nas localidades monitoradas, identificar a estação mais próxima, consultar o histórico do IQAr das últimas 24 horas, navegar por um mapa interativo e selecionar estações favoritas. 

O material particulado fino (MP2,5) é um dos poluentes que mais prejudicam a qualidade do ar, principalmente em regiões afetadas por queimadas. Formado por partículas extremamente pequenas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros – cerca de 30 vezes menores que a espessura de um fio de cabelo -, esse poluente possui tamanho microscópico e pode penetrar facilmente nas vias respiratórias quando inalado. Por causa das minusculas partículas, seu monitoramento exige equipamentos automáticos de alta precisão. 

As estações foram implantadas por meio de parceria entre o MMA, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Plataforma FioAres. A operação em Porto Velho contou com o apoio da Fiocruz Rondônia, por meio do Centro de Clima e Saúde (CCSRO), em parceria com o Instituto Federal de Rondônia (IFRO), a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). 

Em Rio Branco, a operação é realizada em parceria com a Universidade Federal do Acre (UFAC). 

A iniciativa é parte de projeto no qual o Ministério do Meio Ambiente busca acompanhar e monitorar as condições atmosféricas na Amazônia Legal, especialmente nos períodos de maior ocorrência de incêndios florestais. 

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, destacou que a expansão da rede de monitoramento da qualidade do ar na região fortalece a capacidade do país de produzir dados confiáveis para orientar políticas públicas e proteger a saúde da população.

Nos próximos meses serão inauguradas novas unidades em Manaus (AM), Santarém (PA) e Belém (PA), ampliando significativamente a capacidade de monitoramento da qualidade do ar na Amazônia. 

A pesquisadora da Fiocruz Piauí e coordenadora do projeto, Beatriz Oliveira, disse que a iniciativa fortalecerá a produção de informações qualificadas sobre a qualidade do ar, ampliando o apoio à pesquisa científica, à gestão pública e à proteção da saúde da população.

“Trata-se de um projeto ambicioso e estratégico, que amplia a geração de dados de alta qualidade para subsidiar pesquisas, apoiar a tomada de decisão pelos gestores e ampliar o acesso da população à informação. Outro diferencial é o fortalecimento da governança, o desenvolvimento de capacidades locais e o apoio à resposta em episódios críticos de poluição do ar”, pontuou.  

Além da versão web, o sistema MonitorAr conta com um aplicativo para dispositivos Android, que amplia o acesso às informações e facilita o acompanhamento dos dados diretamente pelo celular.

Com informações do MMA.