Cota parlamentar: operação da PF mira pessoas ligadas a líder do PL

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com autorização do STF. Em casa de advogado ligado ao deputado Sóstenes foi encontrado dinheiro em caixa que simula livro de Direito.
Dinheiro foi encontrado na casa de advogado no DF. Foto: Reprodução/PF.

Foi deflagrada nesta quarta-feira, 1º, pela Polícia Federal, a terceira fase da Operação Rent a Car, chamada de Galho Fraco II, com o objetivo de aprofundar investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de cotas parlamentares.

A investigação mira pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, segundo o G1. O líder político não está entre entre os alvos, mas em etapa anterior da investigação, em 19 de dezembro passado, sofreu busca e apreensão.

Na época, foram encontrados mais de R$ 400 mil em especie em seu apartamento funcional, dinheiro que segundo o deputado era da venda de um imóvel.

Esta fase da operação tem como objetivo, de acordo com investigadores,  apurar a versão do deputado sobre dinheiro achado pela PF em endereço ligado a ele. Os alvos não são assessores ligados ao lider do PL na Câmara. São três pessoas físicas (empresários) e duas pessoas jurídicas relacionadas, alvos de mandados de busca e apreensão.

Um contrato falso teria sido apresentado para justificar a transação financeira, segundo investigadores. Um advogado de Minas Gerais seria um dos alvos; ele teria apresentado versão sobre a aquisição do imóvel.

São cumpridos cinco mandados judiciais de busca e apreensão, autorizados pelo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.  Durante a operação, foi encontrado dinheiro em caixa de decoração que simula livro de Direito em endereço de advogado ligado a Sostenes Cavalcanti no DF.

Os crimes supostamente cometidos e em apuração são peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.