TSE: Nunes Marques terá reuniões com institutos de pesquisa e big techs

O debate com as plataformas digitais decorre das falas de preocupação manifestadas pelo presidente sobre a importância da fiscalização de conteúdos irregulares nas eleições.
Presidente do TSE, Nunes Marques suspendeu divulgação de pesquisa em maio. Foto: Divulgação/STF.

O  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove reuniões com representantes de institutos de pesquisa e big techs, por decisão do presidente, ministro Nunes Marques, nos dias 14 e 16 de julho, respectivamente, para discutir regras nas pesquisas de intenção de voto e estratégias de combate às fake news.

Essa discussão surgiu depois que Nunes Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto AtlasIntel em maio deste ano. Levada ao Plenário no início de junho, a  discussão foi suspensa após um pedido de vista para mais tempo para análise feito pela ministra Estela Aranha.

O debate com as plataformas digitais decorre das falas de preocupação manifestadas pelo presidente sobre a importância da fiscalização de conteúdos irregulares nas eleições.

A pesquisa da AtlasIntel que apontou queda de cinco pontos nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro foi realizada em maio, logo após o vazamento de conversas do senador com o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, dono do banco Master, liquidao pelo Banco Central em novembro passado. Flávio pediu dinheiro para terminar o filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, chamado  “Dark Horse” (O Azarão).

O jurídico do PL acionou o TSE sob alegação de que o  questionário da empresa direcionava os participantes de forma negativa ao reproduzir o áudio da conversa com Vorcaro no questionamento feito aos entrevistados.

A AtlasIntel negou a acusação. Em nota, disse que a pesquisa foi realizada sem que o áudio de Flávio fosse reproduzido aos participantes durante a aplicação do questionário, e disse que o resultado da sondagem não sofreu interferência.

Relator do pedido do PL,  Nunes Marques entendeu que houve indícios de indução para a contaminação das respostas, o que comprometeria a metodologia da pesquisa, e mandou que a divulgação da pesquisa fosse suspensa.