Em nota divulgada nesta quinta-feira, 16, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a nova tarifa de 25% confirmada pelo governo dos Estados Unidos amplia as dificuldades já enfrentadas pelas empresas exportadoras.
Segundo a entidade, os efeitos das tarifas adotadas pelo governo norte-americano desde julho de 2025 já vinham pressionando as vendas aos Estados Unidos, e agora, com a sobretaxa, aumentará a insegurança para empresas dos dois países.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Dados da CNI apontam retração preocupante entre os principais estados exportadores: Minas Gerais (-18,9%), Espírito Santo (-19,2%), Rio Grande do Sul (-22,6%), Santa Catarina (-32,9%) e Paraná (-32,9%).
OS Estados Unidos são o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período, da exportação de produtos com valor agregado.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) consideraram, em nota, que a medida é precoupante e que afeta a competitividade dos produtos brasileiros.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmou que vê com preocupação a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, segundo publicação no G1. Para a entidade, a medida “aumenta a incerteza” nas relações comerciais entre os dois países e pode “elevar custos, reduzir a competitividade das empresas e afetar investimentos”.
“Segundo a Abimaq, os EUA são o principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em 2025, o setor vendeu cerca de US$ 3,2 bilhões ao mercado americano, enquanto o Brasil importou US$ 4,8 bilhões em máquinas e equipamentos dos Estados Unidos, em uma relação marcada pela ‘elevada complementaridade industrial’ e pela ‘forte interdependência produtiva’ entre os dois países,” diz ainda o site G1.