Quatro empresas produziram urnas eletrônicas ao longo de 30 anos

Catorze modelos foram utilizados; TSE elabora edital para que empresas produzam conforme projeto definido pela instituição.
Na fabricaçaõ das urnas, técnicos do TSE supervisionam o trabalho. Foto: Divulgação/TSE.

Desde a adoção das urnas eletronicas de votação, em 1996, até agora, o que abrange um período de trinta anos, quatro diferentes fabricantes produziram as urnas, totalizando  1.487.115 de equipamentos produzidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados nesta quarta-feira, 29.

No período, foram fabricantes 14 modelos diferentes, todos sob supervisão do TSE, que seleciona os fabricantes por licitação, mediante um edital bastante criterioso. Segundo o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, o edital lançado para a produção dos equipamentos tem mais de 500 páginas, com detalhados requisitos técnicos e de segurança a serem observados pela empresa vencedora da licitação.

Ele ressalta que a urna não é um produto de mercado, feito por meio de projeto da fabricante. “É o contrário: as empresas participam da licitação para desenvolver um equipamento único, desenvolvido de acordo com os critérios encomendados pela Justiça Eleitoral,” esclarece. Ao longo de 30 anos, o TSE consolidou, observa, um sistema de votação baseado em projeto de arquitetura de segurança 100% nacional e de sua propriedade.

 Tanto o projeto da urna quanto o processo de fabricação do equipamento são auditados por servidores do TSE. Após a aprovação do protótipo, começa a etapa de fabricação e testes, procedimentos inteiramente supervisionados por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral.

Quatro fabricantes

Nessas três décadas de operação,as quatro empresas que venceram as licitações e ficaram responsáveis pelos processos de fabricação e montagem das urnas eletrônicas são:

  • Positivo Tecnologia: Fabricante dos modelos mais atuais de urnas eletrônicas: UE2022 e UE2020.
  • Diebold/Diebold Procomp: Produziu os modelos 2015, 2013, 2011, 2010, 2009, 2008, 2006 e 2004.
  • Unisys Brasil:  Fabricou o modelo 2002 e produziu a primeira urna eletrônica usada no país, a UE1996, e
  • Procomp Indústria Eletrônica: Desenvolveu os modelos 2000 e 1998.

Smartmatic

O TSE teve de desmentir o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quando ele se encontrou com embaixadores no evento promovido pela The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação, em Brasília, no dia 21 de julho, e disse que urnas utilizadas pela Venezuela, produzidas pela empresa Smartmatic, também foram utilizadas no Brasil.

O TSE disse que a empresa chegou a participar da licitação para fabricar equipamentos mas foi derrotada pela Positivo. O órgão disse também que a empresa nunca teve acesso ao software utilizado nas urnas brasileiras.

Com informações do TSE.