Datafolha: Para 59%, Moraes agiu mal ao impedir visita de Flávio a Bolsonaro

A suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro a Jair por 90 dias ocorreu neste mes de julho, e pela data da decisão ela vale até a conclusão da primeira etapa de eleição, em 4 de outubro.
Jair Bolsonaro só pode receber visitas médicas e de advogados. Foto: Fábio Pozzebom/ABr.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 29, aponta que, para 59% dos eleitores, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), “agiu mal” ao proibir visitas do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

Outros 36% dos entrevistados avaliam que o ministro do STF agiu bem. A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 22 e 23 de julho. Um percentual de 2%  disse que Moraes não agiu bem nem mal 2%, e 4% não souberam responder.

A suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro a Jair por 90 dias ocorreu neste mes de julho, e pela data da decisão ela vale até a conclusão da primeira etapa de eleição, em 4 de outubro. Ela ocorreu em razão do senador ter tornado pública carta redigida pelo ex-presidente na qual reafirma ser seu “sucessor” na disputa eleitoral o  filho mais velho, tratado como porta-voz do ex presidente nas eleições deste ano.

Apesar de Flávio ser advogado do pai, ele foi proibido, mas os demais advogados podem ter acesso ao ex-presidente, bem como médicos e fisioterapeutas.

Uma das medidas cautelares de Moraes foi a  proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

O Datafolha mostra tambem o apoio de mais da metade do eleitorada à manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro – 59%.  Já 35% são contra Bolsonaro ficar preso em casa, e outros 6% não souberam responder.

Sobre uso de redes sociais durante prisão domiciliar, 62% concordam que ele não deve ter acesso às plataformas de redes sociais.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses após ser condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, dentre outros crimes.

A pesquisa Datafolha ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios. Ela foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.