Relator do caso Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o governo a utilizar o instrumento de cooperação internacional para buscar bens e valores ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro no exterior. O instrumento pode abranger também outros envolvidos em irregularidades no Banco Master.
É uma decisão adotada em maio, mas que não autoriza a Polícia Federal (PF) a rastrear bens e valores mantidos no exterior de forma automática. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve firmar acordos específicos de cooperação internacional para verificar a existência de ativos fora do País. O procedimento é conduzido pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) junto às autoridades estrangeiras.
Os investigadores da Operação Compliance Zero apontam a existência de patrimonio robusto de Vorcaro no exterior, incluindo ativos em paraísos fiscais. O liquidante do banco, inclusive, vem fazendo gestões para ter acesso a patrimônio para cumprir prejuízos causados a investidores.
Quando pediu a manutenção da prisão preventiva do ex-banqueiro, a PF disse ter identificado “movimentações com características compatíveis com estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial”. Vorcaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.