Defesa de Valdemar diz que decisão do STF é baseada em “premissas frágeis”

Em nota à imprensa, defesa diz não haver prática de crime, que é natural líder de partido influenciar bancada acerca de emendas e que há criminalização da atividade político-partidária.
Defesa de Valdemar disse ser natural líder do PL influenciar bancada. Foto: Marcello Casal/ABr.

Em nota divulgada à imprensa, os advogados do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto,  Marcelo Bessa e Thiago Fleury, afirmam que a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que determinou bloquio de R$ 119 milhões de Valdemar, e suspensão emendas atribuídas como de sua articulação, se baseia em “premissas frágeis,inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”, e que é “natural e legítima” a atuação do presidente do PL junto à bancada do partido.

“A defesa de Valdemar Costa Neto recebe com surpresa a decisão do Ministro Flávio Dino que decretou medidas cautelares em seu desfavor. Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária,” diz o documento.

A Polícia Federal apresentou relatório à Flávio Dino, que nesta sexta-feira, 10, determinou a suspensão de 21  emendas parlamentares que teriam, segundo os investigadores, sido indicadas irregularmente pelo presidente do PL, que não é mais parlamentar.

Ao rebater a decisão do ministro Dino,  a defesa argumenta ser “natural e legítimo” que um dirigente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Segundo a defesa, “não existem indícios concretos de fraude”.

A defesa de Valdemar Costa Neto negou a prática de qualquer crime por parte do dirigente partidario. “Não há qualquer prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso”, diz a defesa do presidente do PL.