Após a Polícia Federal apontar que o presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto estaria atuando, memo sem mandato no Congresso Nacional, para direcionar emendas parlamentares e que ele pode ter sido o benefciário final de valores desviados, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) mandou bloquear R$ 119 milhões em bens.
Segundo informa o Estadão, trecho de relatório da PF enviado ao ministro da Suprem Corte diz: “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões.”
Para os investigadores, há a supeita de que o presidente do PL foi “beneficiário” direto desse valor desviado. Valdemar Costa Neto prepara nota com a defesa sobre o assunto.
A decisão de Dino é decorrente do trabalho que vem sendo realizado pelos investigadores por meio da Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, na qual a PF revela que Valdemar “contava com autonomia para direcionar recursos de emendas conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”.
A PF teria constatado um “arranjo decisório paralelo” sobre as emendas operado por Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Ela trabalhou no gabinete de Lira entre março de 2021 e o início de 2025, quando passou a atuar na liderança do Progressistas (PP) na Casa, partido do ex-presidente da Câmara.
Mariangela sofreu ação de busca e apreensão no ano passado, uma atividade da Operação Transparência. Ela e mais dois servidores são acusados de atuar no controle e desvio de emendas parlamentares a favor de Valdemar.
Valdemar Costa Neto já foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por envolvimento no Mensalão durante o primeiro governo Lula, de quem foi aliado e articulou para que o empresário Jose de Alencar – já falecido – fosse o vice do petista na chapa presidencial.
O apoio teve como contrapartida uma contribuição do PT de R$ 10 milhões, fechado dentro do apartamento do deputado petista Paulo Rocha, com presença de Lula e do próprio vice Alencar conforme relato minucioso da revista Época. Valdemar já está na presidência do partido há mais de 20 anos. Ele queria R$ 15 milhões pelo apoio mas não conseguiu.
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