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Desmatamento da Amazônia tem alta de 9,5% em um ano

Desmatamento da Amazônia tem alta de 9,5% em um ano

O desmatamento, segundo o Prodes, do Inpe, atinge o maior valor anual desde 2008.

Com informações de  Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo. 

O  Prodes – o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que fornece a taxa oficial do desmatamento da Amazônia no período de um ano – divulgou nesta segunda-feira, 30, durante visita do vice-presidente, Hamilton Mourão, e do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, ao Inpe, os dados sobre desmatamento no ano anterior.

Segundo revelado pelo jornal O Estado de São Paulo, o  desmatamento da Amazônia teve uma alta de 9,5% no último ano e voltou a atingir a maior taxa desde 2008 – o que já tinha ocorrido no ano passado. Entre agosto de 2019 e julho deste ano, a devastação da floresta alcançou 11.088 km², ante os 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores.

A área devastada nesse último ano equivale a 7,2 vezes a da cidade de São Paulo.  Os dados consolidados serão apresentados no primeiro semestre do ano que vem.

A elevação do Prodes observada entre agosto de 2018 e julho de 2019, ante os 12 meses anteriores, já tinha sido de 34,4%.

Desde o início da gestão Jair Bolsonaro,o  avanço do corte raso registrado na Amazônia Legal interrompe uma sequência de dez anos em que o desmatamento ficou abaixo de 10 mil km².

Desse modo, o país também deixa oficialmente de cumprir a principal meta da Política Nacional de Mudanças Climáticas, de 2010, que estabelecia, em lei, que o desmatamento neste ano seria de, no máximo, 3,9 mil km².

Até meados da década passada, parecia que a meta do PNMC seria cumprida. Em 2012, o desmatamento da Amazônia chegou ao menor valor do registro histórico – de 4.571 km² –, após a implementação de uma política nacional de combate ao desmatamento que derrubou a taxa em 83% ao longo de 8 anos (em 2004 havia chegado a 27.772 km²).

Leia mais aqui. 

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