Fraudes no INSS: PF indicia Stefanutto e mais 5 em inquérito que envolve a Contag

Ex-presidente do INSS e mais cinco pessoas, inclusive dois diretores do órgão, foram indiciados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.
Ex-presidente do INSS, Stefanutto foi indiciado também em outro inquérito. Foto: Lula Marques/ABr.

A Polícia Federal concluiu mais um inquérito que trata de desvios de recursos em aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), fraudes que causaram prejuízos de mais de R$ 6 bilhões a beneficiários do órgão, e foram objeto de investigação pela Operação Sem Desconto, desencadeada em abril do ano passado.  A informação é da colunista de O Globo, Bela Megale.

Foram indiciadas seis pessoas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. Entre elas o ex-presidente do INSS,  Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de benefícios André Paulo Félix Fidelis.

Este inquérito envolve a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A entidade, segundo a Controladoria Geral da União (CGU), arrecadou de forma ilicita mais de R$ 2 bilhões de aposentados e pensionnistas entre 2019 e 2024.

A Polícia Federal identificou, segundo O Globo, que a entidade repassou R$ 26.457.531,95 a 15 pessoas físicas e jurídicas, incluindo locadoras de veículos, empresas de buffet e agências de viagens. Os repasses foram feitos por transferências fracionadas, gerando a suspeita de que os recursos desviados das aposentadorias foram utilizados para essas aquisições.

A PF encaminhou o relatório desse inquérito ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.

Os tres ex-dirigentes do INSS chegaram a ser indiciados por corrupção em outro inquérito da Operação Sem Desconto, no mês passado.