Lula confirma Alckmin como vice na chapa para disputar eleição de 2026

Secretários-executivos irão substituir ministros que irão se afastar por causa das eleições. Lula confirma ao menos 18 deles.
Reunião ministerial faz balanço e trata da substituição de ministros. Foto: Fábio Pozzebom/ABr.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta terça-feira, 31, que o vice-presidente Geraldo Alckmin será o candidato a vice-presidente da República mais uma vez na disputa eleitoral de 2026, quando o petista tentará se eleger pela quarta vez. A candidatura a vice estava aberta até agora com rumores de pressão para que o vice saísse ao Senado.

A informação foi transmitida pelo presidente na primeira reunião ministerial do ano no Palácio do Planalto, quando serviu para fazer balanço da gestão do petista e despedida dos ministros que irão se afastar dos postos para disputar cargos eletivos na campanha de 2026. entregou o cargo e foi demovido a Por causa disso, Alckmin terá de se afastar do cargo de ministro da Indústria e Comercio que acumula com a vice presidência.

Lula comentou também a situação de outros ministros. Sobre José Múcio, da Defesa, disse que fica até o fim do governo porque ele foi chamado para ficar um ano e completará todo o mandato. Múcio ja manifestara o desejo de deixar o posto em 2024.

Simone Tebet, do Planejamento, também foi citada. Ela deixará o cargo para disputar o Senado por São Paulo.

“Eu acho que cada um de vocês tem um desejo, tem uma vocação, tem uma aspiração e que Deus abençoe que vocês cumpram essa vocação de vocês. Naquilo que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, completou.

Lula disse que a política virou negócio e que é preciso convencer o povo de que é possível uma mudança no quadro político do país com a eleição de bons candidatos.

“Os cargos têm um preço muito alto. Outro dia alguém me dizia: ‘um deputado federal não será eleito por menos de 50 milhões de reais’. E se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, acrescentou o presidente.

Para Lula, todos são culpados nesse processo. Segundo ele, na perspectiva de não “criar caso para ninguém”, não se propõe as mudanças necessárias. “E as coisas vão passando e vai piorando e nós chegamos hoje a uma situação de degradação, inclusive de algumas instituições.”

São ao menos 18 dos 38 ministros que deixarão  o posto para disputar cargo eletivo em outubro ou fazer parte da campanha eleitoral, o que deve ser feito até 4 de abril.

O presidente da República e seu vice não precisam renunciar ao mandato para concorrer ao próximo pleito. Caso a candidatura fosse para outro cargo, aí a desincompatibilização seria necessária.

Durante a reunião, Lula destacou ainda que as pastas das quais os ministros se afastam serão ocupadas por membros da equipe atual, como o então secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o comando após a saída do ministro Fernando Haddad.