O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou nesta sábado, 8, pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro para que pudesse receber em casa os filhos Carlos, Flávio e Jair Renan no domingo,9, Dia dos Pais.
Moraes disse na decisão que está em vigor sua posição do dia 17 de julho quando proibiu visitas de caráter político por 30 dias ao ex-presidente. Como os filhos de Bolsonaro são candidatos a cargos eletivos, proibiu encontro no Dia dos Pais.
“Em virtude do “ITEM 1″ de decisão proferida em 17/7/2026, julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do § 1º do art. 41 da Lei de Execuções Penais”, apontou o ministro.
A defesa apresentou o pedido no dia 5, argumentando que o encontro seria de caráter familiar e humanitário em decorrência da data comemorativa, e que não haveria risco de descumprimento de cautelares ou das condições da pena.
O caso de Flávio Bolsonaro é ainda mais restrito. Candidato à presidência da República, ele vinha se aconselhando com o pai sobre o processo eleitoral, e acabou impedido por Moraes de fazer visitas ao pai por 90 dias depois que divulgou uma carta escrita pelo ex-presidente por meio de um video. Esse prazo acabará após a eleição em primeiro turno.
Na carta, Bolsonaro designava Flávio como seu porta-voz na disputa eleitoral deste ano. O agravante, para a defesa, é que Flávio é constituído como advogado do pai.
Moraes considerou a leitura da carta como um ato de violação de restrições anteriores, que proibiam Bolsonaro de utilizar redes sociais, tanto próprias quanto ocupando espaço de terceiros.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, e está preso desde novembro de 2025. Foi para o regime domiciliar e com tornozeleira eletrônica por causa da sua saúde.