Quaest: 60% dizem que PCC e CV devem ser considerados organizações terroristas

Entrevistados acham que o governo do Brasil deve adotar a classificação. 47% acham que o senador Flávio Bolsonaro influenciou o presidente Donald Trump a tomar a decisão de classificar essas organizações como terroristas.
Palácio do Planalto: local de trabalho o Presidente da República. Foto: Marcelo Camargo/ABr.

Divulgada nesta quarta-feira, 10, Pesquisa Quaest mostra que 60% dos entrevistados concordam que as organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) deveriam ser consideradas organizações terroristas pelo governo do Brasil. 

Saão 29% os que não apoiam essa classificação, e somam 11% os que não sabem ou preferem não opinar sobre o assunto.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026.A pesquisa também quis saber se os Estados Unidos deveriam classificar essas organizações terroristas brasileiras como terroristas. Concordaram com a medida 45%, e outros 45% discordam. Somam 10% os que não souberam responder ou preferiram não responder.

Os Estados Unidos anunciaram em maio a classificação do PCC e CV como organizações terroristas, e em junho essa posição foi oficializada pelo Departmento de Estado.

A maioria dos entrevistados, 47% acreditam que Flávio Bolsonaro influenciou Trump na decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador esteve com Trump nos Estados Unidos, e o anúncio da classificaçaõ foi feito logo após Flávio se reunir com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos.

Já 37% dizem que ele não teve participação. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 16%.