Levantamentos preliminares feitos pela imprensa junto a lideranças partidárias com o fim da janela partidária em 4 de abril, sábado, indicam que a movimentação de mudança partidária na Câmara não altera a predominância das maiores bancadas, como a do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.
A legenda confirma o posto de ostentar o maior número de deputados, registrando ganho absoluto entre as siglas. Passou de 88 para 97 deputados, em um levantamento que considera, ainda, a posição da bancada em janeiro deste ano, uma vez que da eleição de 2022 ao decorrer da legislatura ocorrem mudanças.
O PT perdeu um nome, mas continua entre os de maior bancada, com 67 deputados.
O maior crescimento proporcional ficou com o Podemos. A sigla saiu de 16 para 27 deputados, uma alta de 68,8%, o avanço mais significativo entre os partidos com dados comparáveis, em termos relativos.
O União Brasil, partido importante do Centrão, perdeu oito deputados, saindo de 59 para 51 parlamentares. Um dos que saíram foi o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (AL), que se filiou ao PL.
Entre as perdas, a mais expressiva é a do PDT. Teve uma queda proporcional entre os partidos, ao passar de 16 para 9 deputados, redução de 43,8%. O PRD e Cidadania também perderam deputados.
A janela partidária consiste no período de 30 dias, iniciado em 5 de março, definido pela legislação eleitoral, permitindo que deputados façam arranjos partidários de acordo com suas estratégias para o cargo que irão disputar, mudando de legenda sem risco de perda do mandato.
O Solidariedade avançou 20%, e o partido dirigido por Gilberto Kassab, o PSD, teve alta moderada. O Missão passa a ter representação com um deputado, Kim Kataguiri (SP), que deixou o União Brasil e se filiou à legenda criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), do qual é um dos fundadores.