A notícia do dia: O “Congresso Inimigo do Povo,” assim carimbado e aclamado pelo lulopetismo, “volta” às boas com o chefe da tríade que em nome da democracia faz acertos sobre os quais ninguém tem a mínima ideia em que bases foram definidos.
Da porteira pra rua, com espantosa animação anunciada pela imprensa no momento de delicada situação econômica, dizem que a pauta de interesse do presidente-candidato Lula, a votação da escala 6×1 e o fim da taxa das blusinhas, é agora também a pauta de interesse de Alcolumbre, ops, Senado.
A pressão para colocar em votação essas pautas, de controle sempre arranjado e inesperado em combinação com os interesses dos que se apropriaram do Estado, responde ao interesse eleitoral de um candidato com fadiga de material, altamente rejeitado, responsável por recessão que se avizinha.
Ademais, o lulopetismo entrou em modo alerta total por causa de Lulinha e Marcola. Por isso, aposta todas as fichas na votação de duas medidas populistas, que podem resultar em consequências nefastas à economia, já em urgência com mais de 9 milhões de pequenas e médias empresas inadimplentes e o anúncio dia sim outro também de grandes empresas em recuperação judicial.
Toda essa encenação em nome da democracia tem um preço alto, disso não se duvida.
Por essa razão, da porteira para dentro interessa manter o silêncio total sobre em que bases o acordo feito pela tríade para votar pautas que precisam de racionalidade e bom senso estão costurados. Fazendo parte do pacto, parte da imprensa graúda se cala sobre quais serão os ganhos de Alcolumbre e Motta, os inimigos do povo.
Uma revelação veio à tona logo após o jantar oferecido pelo chefe do Poder Moderador, Alexandre de Moraes, com intuito – convescote, aliás, tratado com ampla normalidade por parte da imprensa – de apaziguar Alcolumbre e Lula. Foi o acerto do projeto de apoio a um novo mandato para Alcolumbre e Motta, respectivamente nas presidências do Senado e Câmara dos Deputados, por parte do chefe da Nação que um dia escreveu no X, dois meses antes de ser preso, que era um ser humano diferente, “a encarnação de um pedacinho de célula de cada um de vocês.”
Só falta essa encarnação megalomaníaca e de espírito reformista fraco, desanimador para um país que precisa de transformação gigante, combinar com as urnas o resultado da competição para pagar o acerto com os chefes do “Congresso Inimigo do Povo.”
E acerto também com o chefe do Poder Moderador, recentemente introduzido em nossa Constituicão para impedir que a democracia seja aviltada por desvios de toda ordem, por acordos e contratos inconfessáveis e intocáveis.
Muito importante, o que salva a pele de todos: sabotar e brecar as investigações policiais em curso. A oligarquia dos poderes conspira contra o Brasil, e o tempo é o bem administrado agora com instrumentos de Estado para que o plano possa ter êxito.
Uma eleição presidencial no Brasil nunca teve tanta importância como a deste ano.